29 setembro 2008

Audiência na Câmara de Vereadores de Belém







Violência nas escolas foi tema de debate na Câmara


A Escola precisa permanentemente estar aberta para a comunidade do bairro, integrando estudantes, professores, responsáveis e moradores em atividades educativas, profissionais, culturais e esportivas. Esse foi o principal caminho apontado para a redução da violência escolar em Belém, durante audiência pública realizada pela Câmara Municipal, nesta sexta-feira, 26.
A audiência, coordenada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Casa de Leis, teve o objetivo de debater os altos índices de violência escolar, registrados principalmente nos estabelecimentos da periferia. O espaço também lançou a idéia de criar o Fórum Municipal de Combate à Violência nas Escolas de Belém, a ser lançado oficialmente no dia 9 de outubro, as 17h, durante um seminário na Escola Estadual Mário Chermont, no bairro da Cremação.
Na opinião do presidente da audiência e integrante da Comissão de Educação da Câmara, não se pode mais permitir que “nossos alunos matem ou morram na frente das escolas. O enfrentamento do problema é necessário. Mas isso deve acontecer através de uma mobilização civilizatória e não baseada na guerra, com armas na mão”. Para o vereador do PT, assim como para a maioria dos participantes do debate, as escolas precisam ser ocupadas pelas comunidades em tempo integral e não mais somente de segunda a sexta-feira.
O Diretor de Educação para Diversidade, Inclusão e Cidadania da Secretaria de Estado de Educação - SEDUC, professor Wilson Barroso, defendeu que o Estado já começou a trilhar esse caminho, ao lançar, em 2007, o programa estadual escolar “Portas Abertas”. Para uma platéia de aproximadamente 40 estudantes da Escola Estadual Mário Chermont, o professor explicou o funcionamento do projeto que já atingiu, desde sua implantação até agora, 220 colégios. “Com o projeto, a Seduc trás essa possibilidade de fazer o enfrentamento da violência abrindo as portas das escolas para a comunidade também nos fins de semana, com oferta de oficinas para geração de emprego e atividades que ajudam a estimular uma cultura de paz, envolvendo e integrando toda a comunidade do bairro onde a escola funciona”,
Na visão do educador, a questão da violência escolar é extremamente complexa e não se resolve com presença policial na frente da escola, nem levantando muros. Para ele, essas medidas paliativas representam apenas a ponta do iceberg. “São ações pontuais, não atacam o cerne da questão que é fundamentalmente de educação e envolve vários pontos, como condição de vida, desestruturação familiar, ausência de políticas públicas nos bairros e a cultura de massa que ultimamente só faz estimular o ambiente que eu chamo de “fuleragem cultural”, analisou o professor.
A Presidente da União Paraense dos Estudantes - UPES, Nelma Neves, avalia que a violência não está restrita ao muro das escolas, mas, já alcançou a todos os setores da sociedade. Para ela, o espaço escolar deixou de ser um ambiente de convivência saudável, por que não procura estimular políticas voltadas para a os estudantes e professores, que além de mal remunerados, estão sobrecarregados de atividades que impedem de cumprir o seu papel de educador em sala de aula. Nelma ainda defendeu que as escolas devem sempre estar com as portas abertas todos os dias da semana para a qualificação da comunidade e não somente nos fins de semana como quer o programa Portas Abertas do Governo do Estado. “É preciso garantir um espaço de convivência, onde o aluno possa aprender as disciplinas da grade curricular e também desenvolver a prática da arte, do esporte e se aperfeiçoar enquanto cidadão. Isso tem que ser possibilitado em todos os dias da semana” defendeu Nelma.
Na análise da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Pará, para combater a violência nas escolas é preciso entendê-la em três níveis. De acordo com o advogado Fernando Amoras, Presidente da Comissão de Assuntos Penais, essa violência acontece “na escola, para a escola e da escola”. Apesar de não tecer mais detalhes acerca desse pensamento, o representante da OAB defende a mudança de conteúdo na grade curricular, a fim de torná-la menos cansativa e mais estimulante. A OAB também defendeu a contratação, dentro de cada unidade escolar, de profissionais especializados nas áreas da assistência social e psicologia, como forma de garantir o acompanhamento do aluno. “Os professores estão sobrecarregados de um modelo colonial de ensino, que não tem mais eficiência e nem eficácia. A atuação do psicólogo e do assistente social na escola ajudaria a diagnosticar o público problema, aquele que falta aula e retiraria das costas do professor essa sobrecarga”, disse o advogado.
No entender do aluno Luiz Fernando, 16 anos, da Escola Estadual Mário Chermont, todo problema de violência nas escolas passa pela falta de oportunidades, tanto para os alunos como para a comunidade do entorno. Ele avalia que as escolas devem abrir as portas dos laboratórios de informática todos os dias da semana para a comunidade. “A gente tem que ir para a escola para aprender e se sentir bem. Para isso, é preciso construir políticas voltadas para os estudantes e abrir novas oportunidades”, concluiu.

Reportagem do site da Câmara de Vereadores

É importante ressaltar que essa Audiência foi provocada pela União Paraense dos Estudantes junto ao Vereador Paulo Fonteles, devido ao aumento da violência nas escolas da Capital. Pois esta Diretoria tem o Estudante como prioridade e sendo assim criamos o FÓRUM CONTRA A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS, que tem como meta envolver toda a comunidade dentro e fora das instituições e principalmente todos os poderes: executivo, legislativo e Judiciário para que juntos possamos travar ações que venham a amenizar a violência de maneira coerente e eficaz.

20 setembro 2008

ELEIÇÕES DO DEC DA UEPA

Ha 3 anos dirigido pela UJS ( União da Juventude Socialista ) o DEC da UEPA agora tem nova representação que democraticamente foi eleita pelo estudantes. A eleição teve 2.590 votantes dividido entre a Capital e Interior do Estado. Em Processo Eleitoral aberto a toda a comunidade estudantil e depois da Campanha o resultado:
Chapa 2: Mudar o rumo dos Ventos - 1.321
Chapa 1: Quem vem com tudo não cansa - 943
Chapa 3: Reviver UEPA - 326
Saudamos os vitoriosos e desejamos que essa nova direção continue na luta em defesa dos direitos dos estudantes.
Precisamos que os estudantes engrosse a luta por uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.

30 junho 2008

Estudantes nas Ruas de Castanhal



MAIS DE 1000 ESTUDANTES FORAM AS RUAS DE CASTANHAL, E O GRITO QUE ECUAVA ERA O SEGUENTE:
SOU ESTUDANTES ESTOU LIGADO, EU QUERO A MEIA PRA TODO ESTADO.

16 junho 2008

05 junho 2008

ASSINATURA DA LEI NA ALEPA


UPES NOVAMENTE NA LEI DE MEIA-ENTRADA


Notícias do Legislativo
Estudantes ganham benefícios

Belém, 03 de junho de 2008.
A Assembléia Legislativa promulgou nesta terça-feira, 03/06, a Lei n° 7.133/2008 a inclusão da União Paraense dos Estudantes (Upes) na Lei N° 5.746/93 que assegura aos estudantes do Estado do Pará 50% de abatimento em todos os estabelecimentos exibidores cinematográficos, teatros, espetáculos musicais, circenses e competições desportivas. A autoria da solicitação é do deputado estadual Carlos Bordalo (PT). O ato de assinatura da lei aconteceu na sala do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Domingos Juvenil (PMDB) e, foi acompanhada pelo deputado Bordalo, e também por uma comitiva da Upes, liderada pela presidente da instituição, Nelma Neves, que demonstrou satisfação em receber mais este benefício para a instituição. “É uma satisfação porque agora nos tornamos uma entidade representativa, o que dá mais tranqüilidade para a efetivação do nosso trabalho e também da lei”, declarou Nelma Neves, ao ressaltar a importância da nova lei no que diz respeito ao seu cumprimento e fiscalização. “Já perdemos o número da quantidade de reclamações que foram feitas ao Procon, pela proibição da nossa entrada em determinados estabelecimentos”, completou a presidente.
Alguns dados revelam a importância da Upes, existente há dez anos no Pará. Um deles trata do número de carteiras expedidas anualmente em todo o estado do Pará. “A média anual de expedição é de 15 mil carteiras. O único problema é que este processo está banalizado pela existência de várias entidades estudantis, que chegam há 38 no estado”, informou. Na ocasião, os representantes da entidade cobraram a agilização na aprovação do Projeto de Lei que regulamenta a meia-passagem estudantil para o transporte rodoviário e aquaviário intermunicipal. “Pedimos a colaboração dos deputados para que também se sensibilizem com esta parcela da sociedade paraense, concluiu.
Anteriormente, o benefício era extensivo à entidade estudantil na redação da Lei n° 6.188. Conforme informou o deputado, a União Paraense dos Estudantes foi excluída sem nenhuma explicação na redação da Lei atual. “Em 1999, a UPES foi excluída. Acho uma injustiça que eles não tenham acesso aos mesmos benefícios de outras entidades estudantis”, contestou Bordalo. “A sensibilidade do deputado Bordalo foi importante na apresentação desta solicitação, com isso conseguimos vencer os obstáculos e a lei está aprovada”, destacou o deputado Domingos Juvenil.
Com a Lei n° 7.133 de 03 de junho de 2008, a redação do artigo 2° da Lei n° 5.746/93 passa a assegurar os benefícios aos estudantes que comprovarem, através da Carteira de Identificação Estudantil (Cie) emitida pela União Nacional dos Estudantes (Une), pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e pela União Paraense dos Estudantes (Upes), distribuídas pelas respectivas entidades filiadas. A Lei n° 7.113 será publicada amanhã no Diário Oficial.
Por Rodolfo Souza
ESSA NOTICIA SAIU TAMBÉM NO JORNAL DIA DO PARÁ 04/06 E EM VARIAS RÁDIOS DO ESTADO DO PARÁ.
A NOSSA DIRETORIA AGORA TEM MAIS RESPALDOS PARA INTENSIFICAR AS BLITS NOS EVENTOS QUE NÃO RESPEITAM A LEGISLAÇÃO QUE GARANTE O DIREITO AO ESTUDANTE.