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17 março 2015
25 fevereiro 2015
Carteirinha de Estudantes UPES
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09 fevereiro 2015
Sem acordo, taxa de reajuste da mensalidade escolar não é definida para o ano letivo de 2015
Após 19
anos de acordo que definia o reajuste da mensalidade escolar, onde os órgãos de
defesa do consumidor buscavam garantir um aumento que não fosse abusivo a
população, o Sindicato das Escolas Particulares decidiu não fechar acordo este
ano.
Na última
reunião, o Sindicato apresentou como proposta à taxa de 1.5% acima da inflação,
o que não foi aceito pelos órgãos de Defesa do Consumidor, que chegaram a
apresentar a contraposta de 1.3% acima da inflação que no ano de 2014 ficou em
6,23% e acabaram não chegando a um acordo final.
A
presidente do Sindicato Suely Menezes, afirma que o Pará é um dos poucos que
fazem uma negociação e que este momento é bom para a maturidade de cada
comunidade escolar, “a prova disso são os 19 anos de acordo, mas agora com esse
cenário nacional, as escolas acham melhor cada uma cuidar das suas questões sem
que o sindicato tomasse uma decisão conjunta e isso talvez seja até um momento
bom de maturidade para que cada comunidade escolar, no ano que vem, voltaremos
a discutir sobre isso e ver o que foi bom ou não no ano de 2015 para mais uma
vez tentarmos chegar a um acordo”, finalizou Suely
Arliane Correa, diretora do Procon, afirma que diante da situação, o Procon
vai esperar até o dia 30 de abril que é o prazo para a apresentação das
planilhas que justificam o aumento das mensalidades de acordo com as melhorias
feitas em cada instituição, “vamos esperar o prazo para fazer uma fiscalização
e se for verificado algum abusos, o estabelecimento será autuado e terá
que responder por isso”.
O Presidente da União Paraense de Estudantes, Augusto Barros, não concordou
com a postura do Sindicato e afirma que vão entrar na justiça juntamente com
outros órgãos de defensa do consumidor para que o valor das mensalidades não
fique em aberto.
“Esse acordo é uma maneira de proteger o pai de aluno, se conseguíssemos
negociar um percentual que ficasse próximo da inflação todo mundo ganharia com
isso, sem o acordo, aí cada escola dará o reajuste que quiser, e isso é um
problema sério”. Afirma Roberto Sena, representante do Dieese.
Desde 1996, o Procon promoveu esses encontros anuais a fim de discutir sobre
esses reajustes, o órgão visa, com o acordo, evitar abusos contra os direitos
do consumidor.
25 janeiro 2015
UPES FORMULÁRIO 2015
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17 janeiro 2015
Entrevista de Augusto Barros sobre Cotas da UEPA
MPE pede explicações sobre
aprovação de cotista
O
Ministério Público do Estado do Pará (MPE) informou que, por meio da promotora
de Justiça Maria das Graças Corrêa Cunha, instaurou procedimento preparatório
de inquérito civil para apurar a existência de supostas irregularidades no
Processo Seletivo 2015 da Universidade do Estado do Pará (Uepa), depois de
receber ofício encaminhado pelo procurador da República, do Ministério Público
Federal (MPF), Alan Mansur, que relatou uma possível irregularidade no caso da
candidata Bruna Karla Cancela, aprovada no curso de medicina, no processo
seletivo de 2015, na condição de cotista por ser bolsista integral de um
colégio particular no qual a mãe de Bruna é sócia.
O MPE
enviou ofício ao reitor da Uepa solicitando que ele “remeta informações
detalhadas, no prazo de 48 horas, a respeito das providências a serem adotadas
pela Uepa quanto à situação da candidata Bruna Karla Barata Cancela, aprovada
no processo seletivo de 2015 para o curso de Medicina, na condição de cotista
por ter sido bolsista na rede privada”, diz a nota.
Augusto
Barros, presidente da União Paraense dos Estudantes (UPES), acredita que a
própria Uepa deu brechas para que isso acontecesse por conta do edital, que não
tem como regra a condição social do candidato. “As cotas são sociais e na
lógica deveria ser uma vaga social. Por isso, protocolamos junto ao MPE e
também à Uepa para barrar a matrícula dessa candidata, pois ela não se enquadra
nessa condição social e entendemos que o dispositivo de cotista foi usado de
má-fé”, explica.
“Amanhã,
vamos à OAB para saber como podemos entrar com uma ação para garantir a vaga a
um outro aluno que é cotista e realmente precisa. Já questionamos isso
anteriormente, quando a filha de uma ex-vice-governadora estudava medicina em
uma faculdade particular de São Paulo e tentou transferir para a Uepa.
Conseguimos reverter a situação”, disse.
BOLSISTA
Mãe de
Bruna Cancela e sócia-proprietária do cursinho pré-vestibular Equipe, no qual a
candidata era bolsista, Karla Cancela afirmou que a filha é bolsista desde os
três anos de idade, pois o pai é professor sindicalizado e esse é um dos
“critérios da convenção coletiva dos professores”.
De acordo
com Karla, a Uepa adotou o sistema de cotas em julho do ano passado. Quando
isso veio a público, alguns pais procuraram a escola por ser contra a medida
adotada pela Uepa.
“Fomos ao
Ministério Público para auxiliar os pais e o MP nada fez sobre o assunto.
Então, nós entendemos que o critério era legal, independente da classe social
do estudante. Antes de inscrever minha filha, eu liguei para a Uepa como uma
pessoa comum para saber se minha filha poderia participar do processo seletivo
como cotista por ser bolsista, filha de professor. Eles disseram que ela só
precisava da declaração de bolsista. Então eu não sei qual irregularidade está
sendo cobrada. nós não demos jeitinho brasileiro e é importante deixar claro
que em nenhum momento é colocada a condição social no edital da Uepa”, afirma
Karla.
A mãe de
Bruna disse ainda que está aguardando ser chamada pelo MPE, pois vai cobrar que
todos os cotistas aprovados no certame da Uepa sejam investigados. “Não é justo
só minha filha ter a vida social devastada. De 30 cotistas aprovados, apenas
três são de escola pública. E nós sabemos que há pessoas de classe social média
que também entraram como cotistas. Então, eu peço que o MPE investigue a todos
os cotistas. O pai da Bruna é professor com todos os tributos pagos. A Bruna,
inclusive, fez o Enem e foi uma das 250 pessoas que tiraram nota máxima na
prova de redação”, assegura.
A
pró-reitora de graduação da Uepa, Ana da Conceição Oliveira, disse, anteontem,
que, se a candidata comprovar que era bolsista integral, ela não perderá a
vaga. “As regras do edital são claras: se ela não comprovar que é bolsista, faz
parte das cotas sociais, perde a vaga”.
(Diário do Pará) Quinta-Feira, 15/01/201514 janeiro 2015
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